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domingo, 12 de abril de 2015

Guerra do Contestado

A guerra do contestado

   A guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do governo estadual e federal brasileiro, travado de outubro de 1912 até a agosto de 1916 . Ocorreu em uma área povoada por Sertanejos entre as fronteiras dos estado do Paraná e Santa Catarina

     Resultado de imagem para mapa do contestadoImagem do mapa onde ocorreu a guerra do contestado

   A população local era pobre,oprimida e sofria com a falta de alimentos. Subsistiam com a opressão dos fazendeiros locais e de duas empresas norte americanas a Brazil Railway, contratada pelo governo federal para a realização de uma ferrovia que cortaria os estados do sul até São Paulo, e  a Southern Brazil Lumber and Colonization Company, uma madeireira que comprou uma série de fazendas cobertas de florestas de araucárias, mas  também habitadas por posseiros que viviam há anos na região. Juntamente com a chegada da ferrovia, essa situação favoreceu um processo de especulação de terras e disputas políticas entre coronéis e posseiros pobres pelo acesso à terra, oque favoreceu o inicio da guerra do Contestado. Também, com o término das obras, a Brazil railway obteve uma remuneração de 13 Km de cada lado da ferrovia por parte do governo e,com isso, se iniciou um projeto de desapropriação de terras ocupadas por posseiros.
        Os camponeses sem terras e os trabalhadores que foram demitidos pelas companhias (1910) foram então ao monge José Maria, influenciados por um fanatismo religioso e pelo messianismo (guerra santa), José Maria ignorou a ''República Velha'' e criou povoados com autoridade própria , conhecidos com contestado, logo José Maria representava um perigo para o Governo Federal.
          No mês de novembro de 1912, ocorreu a batalha de Irani, a qual marcou esse conflito e gerou a morte de José Maria. Os sertanejos, inconformados com a morte de seu líder, partiram para o extremo iniciando uma guerra civil. O governo, em resposta, usou todo seu poderio militar para acabar com a guerra. O último comandante dos contestadores foi Deodato Manuel Ramos ou ''adeodato''

Felipe Yukio N°11 e Leonardo Lara n°17- 9A


Túnel do Tempo
Os reflexos de cem anos depois da guerra do Contestado

             O conflito social entre fazendeiros e posseiros, ocorridos no planalto catarinense e paraense há um século, conhecido como a guerra do Contestado, reflete ainda hoje no cotidiano nas populações remanescentes dos redutos do contestado. 
De acordo com o historiador Paulo Pinheiro Machado, que pesquisa a história da região, os caboclos descendentes de pequenos lavradores e posseiros ''vivem em situação de extrema pobreza''. Os núcleos e municípios  onde vivem apresentam o índice de IDH mais baixos de Santa Catarina.
         No Brasil, a constituição de 1988 garante a desapropriação do latifúndio improdutivo para finalidade pública e interesse social, como a desapropriação da terra com finalidade de reforma agrária ou para criação de reservas ecológicas, não sendo permitida, no entanto, a desapropriação de propriedades que tenham sido invadidas, É feita a indenização aos ex-proprietários, Um aspecto frequentemente criticado nesse sistema é a falta de ajuda financeira para os camponeses assentados, o que muitas vezes acaba por gerar um novo êxodo rural.
Fontes: WIKIPEDIA
Felipe Yukio n°11- 9A

Enquanto isso no mundo...

            No período da guerra do Contestado, o maior evento ocorrido foi a Primeira Guerra Mundial (também conhecida como Grande Guerra ou Guerra das Guerras até o início da Segunda Guerra Mundial) foi uma guerra global centrada na Europa, que começou em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918. O conflito envolveu as grandes potências de todo o mundo, que organizaram-se em duas alianças opostas: os aliados (com base na Tríplice Entente entre Reino Unido, França e Império Russo) e os Impérios Centrais(originalmente Tríplice Aliança entre Império Alemão, Áustria-Hungria e Itália; mas como a Áustria-Hungria tinha tomado a ofensiva contra o acordo, a Itália não entrou em guerra). Estas alianças reorganizaram-se (a Itália lutou pelos Aliados) e expandiram-se em mais nações que entraram na guerra. Em última análise, mais de 70 milhões de militares, incluindo 60 milhões de europeus, foram mobilizados em uma das maiores guerras da história. Mais de 9 milhões de combatentes foram mortos, em grande parte por causa de avanços tecnológicos que determinaram um crescimento enorme na letalidade de armas, mas sem melhorias correspondentes em proteção ou mobilidade. Foi o sexto conflito mais mortal na história da humanidade e que posteriormente abriu caminho para várias mudanças políticas, como revoluções em muitas das nações envolvidas.
          Entre as causas da guerra inclui-se as políticas imperialistas estrangeiras das grandes potências da Europa, como o Império Alemão, o Império Austro-Húngaro, o Império Otomano, o Império Russo, o Império Britânico, a Terceira República Francesa e a Itália. Em 28 de junho de 1914, o assassinato do arquiduque Francisco Fernando da Áustria, o herdeiro do trono da Áustria-Hungria, pelo nacionalista iugoslavo Gavrilo Princip, em Sarajevo, na Bósnia, foi o gatilho imediato da guerra, o que resultou em um ultimato Habsburgo contra o Reino da Sérvia. Diversas alianças formadas ao longo das décadas anteriores foram invocadas, assim, dentro de algumas semanas, as grandes potências estavam em guerra; através de suas colônias, o conflito logo se espalhou ao redor do planeta.

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De cima para baixo, da esquerda para a direita trincheiras na Frente Ocidental; o avião bi-planadorAlbatros D.III; um tanque britânico Mark I cruzando uma trincheira; uma metralhadora automática comandada por um soldado com uma máscara de gás; o afundamento do navio de guerra Real HMS Irresistible após bater em uma mina.

Fontes: WIKIPEDIA

Leonardo Lara N°17- 9A.

Variedades,

          Em 15 de setembro ,um tanque de guerra foi usado pela primeira vez no norte da França para combater os Flers, na história da Primeira guerra. Esta foi considerada uma das batalhas mais sangrentas, com mais de 1 milhão de mortos. O veículo possui este nome pois, caso a informação fosse vazada, os inimigos pensariam que eram reservatórios  de água ou combustível.

   Resultado de imagem para Fotos do tanque Mark i                                                         Primeiro tanque da história o MARK I
                                         
Resultado de imagem para roupas da modo do BRasil em 1912                                                                             Roupa na moda no Brasil durante a guerra do contestado

Leonardo Lara N°17 e Yuri Brandão n°24- 9A

Entrevista: se fosse possível conversarmos com quem esteve lá.... a visão do exército.

         Biografia do entrevistado (Tertuliano Potiguara): Filho de Antonio Domingos da Silva, português de nascimento e de Rosa Cândida de Albuquerque, nasceu na Serra da Meruoca, então pertencente ao território do município de Sobral. Estudou na antiga Escola Militar do Ceará, em Fortaleza, servindo depois na Infantaria, em 1889, no Rio de Janeiro.
Foi promovido a alferes em 3 de novembro de 1894, 1º tenente em 6 de junho de 1907 e a capitão em 7 de abril de 1909. Era amigo pessoal de Floriano Peixoto. Serviu na Brigada Policial da Capital Federal no posto de major, de 1910 a 1914. Foi figura polèmica e de destaque nas Revolta da Vacina e na Guerra do Contestado.
           Com a entrada do Brasil na I Guerra Mundial no final de 1917, em 1918 o país enviou à França uma missão militar preparatória, da qual participou, tendo alcançado o posto de tenente-coronel por atos de bravura praticados em batalha, em outubro daquele ano. Em 8 de julho de 1921 foi promovido a coronel por merecimento; a General-de-brigada em 20 de janeiro de 1923 e finalmente General-de-divisão em 6 de novembro de 1926.
Sempre do lado legalista, combateu a Revolta Paulista de 1924, comandando a Brigada Potiguara sob ordens do General Eduardo Sócrates, lutando contra os tenentes rebelados do Exército e da Força Pública de São Paulo, liderando a repressão no bairro da Mooca. Em 1932, ao lado dos tenentes contra os quais havia lutado 8 anos antes, combateu contra a oligarquia paulista que promovia uma Revolta Constitucionalista.
              Foi eleito deputado federal pelo Ceará na Primeira República. Ao receber pelo correio uma encomenda, sofreu um atentado ao explodir uma dinamite, arrancando-lhe um braço. Morreu no Rio de Janeiro.
Entrevista:
             -Bom, capitão Tertuliano, qual o principal objetivo do exército brasileiro indo à região onde hoje ocorre uma guerra civil, mas pela visão dos ''rebeldes'', uma guerra Santa ? 
              -Em si, o principal objetivo do exército é acabar com esta rebelião gerada por desentendimentos na distribuição das terras e também com o objetivo de prender os principais líderes deste movimento.
              -Mas,  você não acha que os caboclos estão um pouco certos? Pois vários deles perderam suas terras para grandes empresas norte-americanas.
              -A minha opinião segue com a do exército, então assim eu penso que os caboclos estão  errados pela realização desta revolta
              -Você ou seu pelotão tem algo a fazer após a repressão a esta  ''guerra''?
              -Bom, como a grande guerra começando, provavelmente nosso pelotão sera dirigido para ir até a Europa e ajudar os ''aliados.''
               -Muito obrigado capitão, desejo a você e ao seu pelotão uma boa sorte nesta batalha.
Leonardo Lara N°17- 9A.
Fonte:WIKIPEDIA                   


Charge da guerra do Contestado

 Resultado de imagem para charge da guerra do contestado  Leonardo Lara N°17                                           

Movimento operário de 1917

                     Movimento operário de 1917 

                                 
                    http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/greve-geral-de-1917/


O movimento operário brasileiro viveu anos de fortalecimento entre 1917 e 1920, quando as principais cidades brasileiras foram sacudidas por greves. Uma das mais importantes foi a greve de 1917 em São Paulo, em que 70 mil trabalhadores cruzaram os braços exigindo melhores condições de trabalho e aumentos salariais. A greve durou uma semana e foi duramente reprimida pelo governo paulista. Finalmente chegou-se a um acordo que garantiu 20% de aumento para os trabalhadores.


A ascensão do movimento operário no Brasil naquele anos finais da década de 1910 relacionava-se diretamente à vitória dos comunistas na Revolução Russa. Vários grupos operários no Brasil e no mundo acreditavam que havia chegado o momento de colocar um fim à exploração capitalista e construir uma nova sociedade. Esse entusiasmo não foi suficiente, no entanto, para que a revolução se disseminasse. Os anos 20, apesar de alguns avanços em termos de legislação social, foram difíceis para o movimento operário, que foi obrigado a enfrentar grandes desafios.


O primeiro deles foi o recrudescimento da repressão por parte do governo. A justificativa apresentada era a de que o movimento operário era artificialmente controlado por lideranças estrangeiras radicais que iludiam o trabalhador nacional. Por conta disso foi aprovada no Congresso, em 1921, a Lei de Expulsão de Estrangeiros que permitia, entre outras coisas, a deportação sumária de lideranças envolvidas em distúrbios da ordem e o fechamento de organizações operárias. O principal alvo dessa lei eram os anarquistas.

A expansão do anarquismo foi rápida nas grandes cidades brasileiras nas primeiras décadas do século XX. Suas propostas de supressão do Estado e de todas as formas de repressão encontraram receptividade entre os trabalhadores naqueles tempos em que o jogo político era exclusividade das oligarquias e praticamente inexistia qualquer proteção ao trabalho. Governo e patrões eram vistos pelos anarquistas como inimigos a serem combatidos a todo custo. Suas 
idéias eram difundidas por meio de congressos e por uma imprensa própria e, entre outros, destacaram-se como divulgadores do ideário anarquista José Oiticica, Everardo Dias e Edgard Leuenroth.

As correntes anarquistas dividiam a liderança do movimento operário com outros grupos políticos. Particularmente no Rio de Janeiro, era bastante influente uma corrente política moderada, não revolucionária, interessada em obter conquistas específicas como diminuição da jornada de trabalho e aumentos salariais. Esses grupos preocupavam-se ainda em garantir o reconhecimento dos sindicatos por parte do Estado. Ao contrário dos anarquistas, atuavam no espaço político legal apoiando e lançando candidatos. Os grupos revolucionários os chamavam pejorativamente de "amarelos".

Todos esses esforços não foram suficientes para produzir uma mudança significativa na vida material do conjunto da classe trabalhadora no final dos anos 20. A legislação aprovada quase nunca era aplicada. Isso ocorria, entre outras razões, porque o movimento operário encontrava-se ainda limitado e restrito a alguns poucos centros urbanos. Apesar disso, não se pode deixar de reconhecer que foi na década de 1920 que o movimento operário brasileiro ganhou maior legitimidade entre os próprios trabalhadores e a sociedade mais ampla e começou a se transformar em um ator político que iria atuar com maior desenvoltura nas décadas seguintes.


FONTE:http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/aeravargas1/anos20/questaosocial/movimentooperario

Daniel Tan     9°ano A     N° 9




 Enquanto isso, lá fora .....

https://cpalexandria.wordpress.com/2012/04/18/revolucao-russa-1917-e-o-stalinismo/


A Revolução Russa de 1917 foi um dos principais acontecimentos do século XX. Acontecimento esse que irrompeu durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), apesar de seus antecedentes remeterem ao ano de 1905, em que o correu a primeira tentativa revolucionária, que teve como estopim o episódio marcante conhecido como Domingo Sangrento.O principal aspecto da Revolução Russa é ela ter sido orientada pela doutrina comunista, desenvolvida pelo filósofo alemão Karl Marx no século XIX – com a ressalva de que tal doutrina foi complementada e acrescida de um plano estratégico por aquele que se tornou o mais importante líder da revolução: Lenin.Na virada do século XIX para o século XX, a Rússia, então um império czarista que vinha sendo governado por mais de trezentos anos pela mesma dinastia (Romanov), começava a sofrer pressões de ordem econômica e de ordem política. Um dos grandes problemas que a Rússia enfrentava era o atraso tecnológico. O Império Romanov não havia conseguido ainda promover transformações profundas na área da indústria e permanecia sendo uma sociedade profundamente agrária e com uma população insatisfeita, tanto camponeses e operários quanto a classe burguesa que se formava.
Fonte: http://www.brasilescola.com/historiag/revolucao-russa.htm

Daniel Tan           9°ano A     N° 9


 Túnel do tempo: de volta ao presente.

Concentração da manifestação no centro de são Paulo. Imagem: Mídia Ninja, CC BY-2.0
http://pt.globalvoicesonline.org/2015/01/10/no-brasil-2015-comecou-como-junho-de-2013-com-protestos-e-violencia-policial/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Greve_Geral_de_1917


A primeira foto é o movimento operário de 1917.Na segunda foto é a greve de São Paulo em 2015.
Ambos as imagens falam sobre os protestos e as greves, que pessoas insatisfeitas vão as ruas protestarem sobre o governo. Revoltados sobres longas  Jornadas de trabalho, baixos  salários e vários outros formas manifestar .

Daniel Tan    N°9     9 °ano A

ENTREVISTA: se pudéssemos conversar com um operário no início do século XX...


Jornalista: qual é o tipo de indústria que você trabalha?
§Operário: é uma Indústria de tecidos.
Jornalista: qual a área em que você trabalha na Indústria?
§Operário: trabalho na parte da costura final, como os detalhes do pano, se tiver algum desenho para bordar no tecido etc.
Jornalista: quantas pessoas trabalham com você só na parte da costura?
§operário: eu não sei exatamente quantas pessoas tem ali, porque são muitas, mas, aproximadamente umas setenta pessoas.
Jornalista: na indústria que você trabalha, tem bastante crianças operárias? E na sua área (costura), tem crianças também ?
§operário: bom, na indústria temos várias crianças, mas na minha área não tem muitas, na minha área dos setenta operários, temos cinco crianças, mas como eu já havia dito, dentro da indústria tem várias, principalmente na área de máquinas para a produção do tecido.
Jornalista: quais são as variedades de idade na indústria em que você trabalha?
§operário: bom crianças mesmo de 5 à 12 anos.
Jornalista: o seu trabalho é muito longe da sua residência?
§operário: bom, Não é favorável, pois depende dos dias, pois às vezes eu tenho que acompanhar alguns operários até a fábrica, nesses dias eu tenho que acordar muito mais cedo. Da minha casa até a fábrica normalmente demora uma hora, já nos dias que tenho que acompanhar meus amigos operários demora mais ou menos uma hora e quarenta, pois a maioria deles moram longe das fábricas e mais para o lado do interior, sendo assim longe da minha casa também.
Jornalista: você recebe alguns recursos junto ao seu salário? Se sim, quais? E o seu salário é bom?
§operário: não, não recebo nenhum recurso, nem alimentos simples e baratos. Meu salário não é muito favorável, eu tenho uma condição de vida melhor do que a de muitos operários, por isso da para sobreviver com este salário, porém para alguns operários com condições não muito favoráveis, o salário é muito ruim, principalmente para as crianças, que geralmente são as mais pobres e que recebem os salários mais baixos. Na maioria das vezes eSSES operários deixam de comer por receberem muito pouco.
Jornalista: você é estrangeiro?
§operário: sim.
Jornalista: De qual país você veio? E qual o motivo da sua vinda?
§operário: vim de Portugal. O motivo da minha vinda, foi pelo motivo de uma pequena crise econômica em Portugal, mas quando eu havia chegado aqui, já tinha acabado a crise, mas eu resolvi vir para cá, tentar ter uma nova vida.
Jornalista: você tinha uma boa vida em Portugal?
§operário: sim, minhas condições de vida lá eram ótimas, sou considerado da classe média lá, por isso consigo sobreviver bem aqui no brasil, e ter uma boa casa em um bairro bom.
Jornalista: na última pergunta, quero te perguntar o que você achou do brasil e que mudanças você sentiu ao vir de Portugal ao brasil?
§operário: o brasil tem problemas, mas nem tantos quanto temos em Portugal. E mudaram  somente o local e os problemas políticos.                            




 Amanda Carmona    n°3     9° ano A


  
           -Charge...
   





Daniel Roveri     N° 8     9º ano A





    Variedades 




No início de 1900, para ser considerada de bom gosto, a moda necessitava do uso de cores  pastéis, leves e suaves. As cores vigentes eram o rosa pálido, o azul claro, o malva e o preto,  que, quando usado, era recoberto de lantejoulas adquirindo muito brilho. As mulheres do  início  do  século  XX  faziam  o  possível  e  o  impossível  para  demonstrar fragilidade. Comparandose a delicadas flores, podiam fenecer em poucos segundos se algo lhes ferisse a sensibilidade. A palidez era imprescindível. Para se atingir este objetivo, tudo era válido,  inclusive tomar vinagre e se esconder do sol e do ar fresco. Bronzeado, então, nem pensar,erao suprasumo da vulgaridade. As cores das roupas refletiam esta postura. Além dos tons  suaves, estavam muito em voga as estampas florais. Estas compunham-se  com  sapatos,  pequenas bolsas e chapéus.
O escritor Coelho Neto, nos primeiros anos do século XX, foi um dos grandes defensores  das atividades esportivas como instrumento para educação dos jovens. Doulhe a palavra,  para  que meus  leitores  conheçam,  por  si mesmos,  quais eram,  à época,  os  argumentos  desse partidário dos esportes:"Felizmente parece que a mocidade já se vai insurgindo contra o regime desmoralizador. Coalhase o mar de embarcações esguias que disputam a carreira na arena verde e móbil;  corpos arrojamse ao encontro da vaga e lá vão por ela às braçadas rijas, ora levantados nas  cristas  espumantes,  ora  desaparecendo  nos  sulcos;  as  bicicletas  afrontam  os  andurriais,  trepam às serras, descem aos vales, atravessam florestas em viagens longas, de Estado a  Estado; a péla elástica parte como uma bala da cesta dos fundibulários ; cruzamse floretes  e sabres em punhos de esgrimistas; turmas flanqueiam as paralelas, correm outrasaolawntennis. Ali é um trapézio que oscila, além é um corpo que volteia na barra; mais longe vai o  ginete sorvendo o ar dos prados frescos, levando um cavaleiro louro e moço e no campo,  sobre a erva rasa, correm os teams, disputando a bola que bate, salta e voa perseguida,  indo dum a outro, repelida, em ânsia desensofrida de vitória que dá à face dos lutadores a  cor  alegre  e  formosa  da saúde. 
É exercitandose  nesses  jogos  enérgicos  que  o  homem  aprende avencer na vida. O hoplita dançava a pírrica sob o pesoderreante das armas."A  influência  maior  na  culinária  paulista  paulista  do  início  do  século  XX  é,  sem  dúvida,  portuguesa.  As  influências  indígenas  e  africanas  deram  identidade  à  nossa  cozinha  e  a  cozinha caipira também fazia sucesso na capital. A maioria das famílias comia carne uma  vez por semana. No dia a dia comiase arroz, feijão, ovo e legumes. As frutas mais baratas,  como  bananas,  laranjas,  mamão,  jaca,  melancia  eram  também  bastante  consumidas.  Maçãs, peras, melões, pêssegos e morangos eram frutas importadas e portanto muito caras  para o povo consumir. 













Daniel Roveri     N° 8     9º ano A